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AO PACIENTE

- Estenose do Canal Vertebral

Estenose do canal vertebral é uma condição da coluna causada por alterações degenerativas (envelhecimento) aliada à predisposição genética do paciente. Significa a diminuição do diâmetro do canal vertebral, espaço por onde passa o sistema nervoso central no caso da coluna cervical (Fig. 1) e torácica e os nervos espinhais no caso da coluna lombar (Fig 2). Consequentemente, a função do sistema nervoso é acometida.
 

Na coluna cervical, quando há compressão da medula espinhal, doença chamada de mielopatia espondilótica cervical, o paciente apresenta sintomas relacionados principalmente a deficits neurológicos como dificuldade de marcha até condições mais graves em que o paciente perde a condição de andar, diminuição da destreza das mãos;  o paciente pode não sentir dor. O tratamento, na maioria da situações, é cirúrgico e tem como objetivo a melhora quadro neurológico.
 

Na coluna lombar, a estenose causa sinais relacionados com os membros inferiores, principalmente dor ou desconforto nas pernas, sintoma agravado com o andar e melhorado com o repouso, chamado de claudicação neurogênica. Pode estar associado a dores lombares. O tratamento inicial é clínico, com medicações específicas, reabilitação com fisioterapia, analgesia com acupuntura e o estímulo à atividade física. Quando os sintomas são incapacitantes ou quando não há melhora com o tratamento clínico, existem alguns procedimentos que contribuem na melhora do quadro doloroso como a infiltração de corticoide epidural (Fig. 3) ou até mesmo, a descompressão do canal vertebral associado ou não com implantes (Fig. 4).
 

Todos os sintomas precisam ser analisados cuidadosamente, em conjunto com os exames de imagem  para definição do melhor tratamento, seja ele clínico ou cirúrgico.

Fig. 1– Imagem de RNM de coluna evidenciando uma compressão medular cervical devido estenose do canal vertebral(seta branca). Doença chamada de mielopatia espondilótica cervical.

Fig. 3 – Imagem de Rx do intraoperatório de infiltração de corticoide no espaço peridural. Cânula posicionada no espaço peridural (seta preta), confirmado com contraste (ponta da seta). Evidência do nervo espinhal (seta branca). Posteriormente é injetado corticoide. O procedimento é realizado em ambiente de centro cirúrgico, com anestesia local e recebe alta no mesmo dia do procedimento.

Fig. 2 – Imagem de RNM de coluna lombar evidenciando a diminuição do canal vertebral lombar(seta branca) em comparação com o diâmetro normal (ponta da seta) comprimindo o saco dural e os nervos espinhais causando dor lombar com a deambulação(claudicação). 

Fig. 4 – Imagem de tomografia de coluna lombar mostrando descompressão do canal lombar (seta branca) associado com a colocação de implante (seta azul) devido à necessidade de fusão. Paciente apresentava dor lombar e claudicação neurogênica.

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